O instante em duração
O que distingue hoje uma imagem estática de uma imagem em movimento? Por muito tempo, a separação entre uma e outra parecia clara e quase polarizada: na fotografia, o 'instante decisivo' (Henri Cartier-Bresson) garantia o registro objetivo de uma certa realidade. Congelada para sempre naquele passado, era ao mesmo tempo imortalizada e indissociável da ideia da própria morte. A imagem cinematográfica, ao trazer a duração e o movimento como possibilidades de representação, surgia quase em contraponto aos aspectos fotográficos. O fluxo temporal libertava a imagem do passado e a trazia para o presente. A realidade parecia imediata e transparente, como se o mundo se apresentasse sem intermediários na tela do cinema.
Se a ilusão de retratar a passagem do tempo e o deslocamento espacial foi a grande mudança trazida pelo cinema em relação à fotografia, não demorou para que a distinção entre ambas as mídias passasse a ser questionada. Desde a década de 1960 que filmes como La Jetée (1962), de Chris Marker, feito quase inteiramente com fotogramas fixos; ou nostalgia (1971), de Hollis Frampton, em que as fotos mostradas na tela são incendiadas de repente, vem discutindo o tempo congelado da imagem apresentada em movimento. De forma similar, tal separação passou a ser confrontada também na fotografia - como demonstram as experiências extremas de Michael Wesely, que desenvolve câmeras especiais para captar fotos com tempo de exposição de meses ou anos, deixando a fluidez temporal como vestígio.
Normalmente associado ao cinema, o termo 'imagem-movimento' é trazido aqui como uma possibilidade de pensar a ideia de duração e mobilidade presentes na fotografia. Seja pela diversidade dos suportes, pela representação de processos de deslocamento ou pela hibridação de imagens de naturezas distintas, os trabalhos em questão têm o movimento como vocação ou sintoma.
Uma das primeiras artistas no Brasil a introduzir práticas da chamada fotografia expandida, Ana Vitória Mussi vem desde a década de 1970 explorando as categorizações mais tradicionais deste meio. Começou com intervenções em guache sobre fotos apropriadas de jornal, cobrindo-as com grandes sombras negras, como em Nadadora (1972) e Goleiro (1972); passou depois para o registro de imagens a partir da tela da TV, transformando o fotograma móvel em estático novamente, como em Mergulho na Imagem (1997), com cenas de saltos acrobáticos aplicadas em tijolos de vidro. O tema escolhido, quase sempre jogos esportivos, também revela o interesse pelo movimento em um duplo viés - tanto na representação quanto na migração de uma mídia para outra.
Processo semelhante é feito por Katia Maciel em Inútil Paisagem (2005). Partindo de 150 fotografias coladas digitalmente, a artista cria um vídeo que funciona como um travelling cinematográfico, mostrando a fachada de prédios na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Em um segundo momento, a câmera se desloca em sentido contrário - e as grades que antes cercavam os edifícios já não estão mais, foram eliminadas digitalmente.
Muros e barreiras são elementos igualmente frequentes na obra da argentina Graciela Sacco. O movimento, nesses casos, se apresenta associado a uma ideia de retenção e atravessamento - como na imagem do mar impressa sobre ripas de madeiras. Desde os anos 1980 que a artista explora técnicas pioneiras da fotografia, como a heliografia e a cianotipia, questionando a superfície bidimensional deste meio, com imagens ampliadas em materiais e objetos variados. Ao mesmo tempo, sua produção se relaciona intimamente a temas como trânsitos migratórios.
A mobilidade do suporte é também questão central na obra de Iris Helena. Cascas de paredes, recibos de pagamento e marcadores de papel são alguns dos materiais já utilizados pela artista para impressão de imagens associadas a contextos urbanos. Em Notas de Esquecimento (2009), o registro de praças e lugares de passagem de João Pessoa (PB) é impresso sobre uma infinidade de papéis post-its, evocando um aspecto transmutável da fotografia, com imagens que se esvaecem com a ação do tempo.
Processos de deslocamento aparecem ainda no trabalho documental Paisagem Submersa (2002-2008), realizado por João Castilho, Pedro Motta e Pedro David, que acompanhou a saída de moradores da região do Vale do Jequitinhonha ( MG), atingidos pela construção da hidrelétrica de Irapé; ou Like Home, de André Penteado, com fotografias de plantas brasileiras no Jardim Botânico de Londres, feitas no período em que viveu no Reino Unido. O mesmo atravessamento geográfico também está presente em Sul x North (2010/2015), de Felipe Cama, com reproduções das pinturas de Marianne North (1830-1890), naturalista inglesa que retratou sistematicamente a paisagem do Rio de Janeiro, mostradas ao lado de fotos turísticas clicadas hoje nos mesmos locais. Ambas as imagens são apropriadas da esfera digital, como nos demais trabalhos do artista.
A circulação de imagens e o questionamento sobre suas diversas naturezas e origem aparece ainda na obra de Ricardo van Steen. Em Arquivo Tupi, ele parte de fotografias próprias ou encontradas em arquivo para alterá-las com interferências pictóricas, criando uma camada ficcional que simula um registro histórico. Exibidas dentro de uma urna com gavetas secretas, as imagens permanecem na fronteira de uma série de classificações - pictóricas ou fotográficas, documentais ou fictícias, próprias ou apropriadas.
Por fim, o tempo estendido da imagem estática está presente em Imagens Posteriores (2000-10), de Patricia Gouvêa, com registros de paisagens captados em veículos em movimento, questionando a relação entre mobilidade-imobilidade da experiência corporal no ato de contemplação. Ou no ensaio de Garagem Automática (2016), de Felipe Russo. Utilizando também longas exposições para captar imagens em edifícios garagem de São Paulo na quase total ausência de luz, como no poço de um elevador de carros, o artista transita em espaços ambivalentes entre o movimento e a contenção.
O instante, na fotografia, pode ainda ser decisivo. Mas quem sabe ele opere também em um tempo contínuo e permeável, como um instante em duração.
Nathalia Lavigne
Desde os primeiros experimentos fotográficos que a representação da imagem sempre seguiu um processo fluido quanto a seus suportes. Das primeiras experiências com o desenho fotogênico do inglês William Henry Fox Talbot (1800-1877), feitas a partir de reprodução direta de objetos por meio de um papel mergulhado em nitrato e cloreto de prata, ao uso de tecnologias digitais e apropriações de imagens, o uso múltiplo dos meios esteve presente como uma característica intrínseca a esta técnica. Ao mesmo tempo, tal procedimento se relaciona desde sempre com o registro de experiências de deslocamento.
Nesta coletiva, com curadoria de Nathalia Lavigne, a noção de movimento que se faz presente mesmo na imagem estática é um tema que norteia os trabalhos dos dez artistas: Ana Vitória Mussi, André Penteado, Felipe Cama, Felipe Russo, Graciela Sacco, Iris Helena, João Castilho, Katia Maciel, Patricia Gouvêa e Ricardo van Steen. Processos de deslocamento aparecem tanto na variedade de suportes utilizados, na circulação de imagens ou na temática dessas séries, contrariando a ideia do “instante decisivo” defendida por Henri Cartier-Bresson nos anos 1950.
A argentina Graciela Sacco é um dos principais nomes que desde o início dos anos 1980 vem explorando técnicas pioneiras da fotografia, como a heliografia, com imagens ampliadas em ripas de madeira e outros objetos. Temas como a diáspora contemporânea e trânsitos migratórios em um mundo globalizado também estão presentes na produção da artista, que passou a ser representada no Brasil pela Zipper Galeria este ano.
Uma das pioneiras da videoarte no país nos anos 1970, a artista carioca Ana Vitoria Mussi também vem desde então investigando os limites da fotografia bidimensional e entre a imagem estática e em movimento. Influenciada por produções audiovisuais de filmes feitos a partir de fotografias, como La Jetée (1962), de Chris Marker, a artista começou a fazer um processo inverso, transformando imagens em movimento da televisão em imagens estáticas, captadas a partir do próprio monitor. Parte desse processo deu origem à série Mergulho na Imagem, na qual cenas de saltos acrobáticos são aplicadas por serigrafia em tijolos de vidro, material que utiliza desde os anos 1990.
Outra experiência similar que também explora o limiar entre as imagens estáticas e em movimento é feita pela artista Katia Maciel em Inútil Paisagem (2005), vídeo criado a partir de um travelling fotográficos de 150 imagens coladas digitalmente. A noção de temporalidade aparece ainda em Garagem Automática, ensaio de Felipe Russo feito pelos principais edifícios-garagens de São Paulo com imagens captadas em longa exposição.
Séries apresentadas como fotoinstalações são também um aspecto da produção de João Castilho, como em Nova Era (2016), que mostra pegadas de animais selvagens capturadas em moldes pelo artista, utilizando argila e terra úmidas. Ele integra a mostra também com imagens de Paisagem Submersa, trabalho documental realizado entre 2002 e 2008 junto com Pedro Motta e Pedro David em que acompanhou o processo de deslocamento de moradores da região do Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais, atingidos pela construção da hidrelétrica de Irapé.
Já a circulação de imagens aparece no projeto Arquivo Tupi, de Ricardo van Steen, que parte de fotografias produzidas pelo artista ou encontradas em arquivo alteradas com interferências pictóricas e apresentadas em uma urna como um registro histórico fictício. Ou na série Sul x North (2010/2015), de Felipe Cama, que mostra reproduções das pinturas da viajante inglesa Marianne North (1830-1890) ao lado de fotos atuais apropriadas das redes sociais, clicadas nos mesmos locais que North retratou no século XIX.
Artistas participantes
Ana Vitória Mussi (Laguna, SC, 1943) – A artista catarinense radicada no Rio de Janeiro é uma das pioneiras no país em pensar a fotografia além dos limites tradicionais a associada à videoinstalação. Iniciou sua carreira no final dos anos 1960 estudando desenho e pintura com Ivan Serpa, fotografia no Senac e serigrafia com Dionísio Del Santo e Evany Cardoso na Escola de Artes Visuais do Parque Laje de 1989 a 1990. Tem obras na coleção Pirelli-Masp, Gilberto Chateaubriand (MAM-RJ) e na Coleção Bienal de Cerveira (Portugal). Foi tema da retrospectiva Imagética, no Paço Imperial (Rio de Janeiro, RJ, 2015), e da individual Fotoimagens, na Casa da Imagem (São Paulo, SP), em 2016. Entre as principais mostras coletivas que participou recentemente destacam-se: Arquivo Geral, no Centro Cultural Hélio Oiticica (Rio de Janeiro, RJ), em 2010; Anos 70 – Arte Como Questão, no Instituto Tomie Ohtake (São Paulo-SP) e Identity – 10 Women Contemporary Artists from Brasil, Brazilian - American Cultural Institute, Washington-EUA, ambas em 2007; Um Século de Arte Brasileira, Coleção Gilberto Chateaubriand, MAM, Rio de Janeiro, com itinerância em São Paulo, Pinacoteca do Estado de São Paulo e outros lugares, em 2006.
André Penteado – A obra do artista (São Paulo, 1970) se baseia na ideia de que a fotografia, dada a sua banalidade no mundo de hoje, é uma das mais interessantes e complexas mídias para o desenvolvimento de trabalhos de arte. Produzindo desde 1998, o artista já realizou oito exposições individuais e participou de mais de dez coletiva no Brasil, Argentina, Espanha e Inglaterra, onde viveu por sete anos. Em 2013, venceu o Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger com o trabalho O Suicídio de meu pai; em 2014, teve seu projeto Tudo está relacionado selecionado para o Rumos Itaú Cultural 2013-2014. Nesse mesmo ano, lançou seu primeiro livro – O suicídio de meu pai; em 2015, publicou pela Editora Madalena Cabanagem. Este ano, ele lança mais duas publicações: Não estou sozinho, que acompanha a exposição homônima realizada no CCSP, em julho, e Missão Francesa.
Felipe Cama – Nasceu em Porto Alegre, em 1970, e vive em São Paulo. Examina os processos de produção, distribuição e consumo de imagens no mundo contemporâneo. Para tanto, apropria-se de representações em diversos meios – desde imagens digitais que circulam pela internet, fotografias publicitárias, fotos encontradas em álbuns de viagem virtuais e reproduções em livros de História da Arte – para compor obras em suportes como a pintura, a fotografia, a colagem e o vídeo. Seu trabalho consta em importantes coleções institucionais: Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Centro Cultural São Paulo, Museu de Arte de Ribeirão Preto, Instituto Figueiredo Ferraz, Museu de Arte de Porto Alegre, Centro Cultural Carpe Diem Arte e Pesquisa (Lisboa) e Universidade de Arte de Musashino (Tóquio).
Felipe Russo – (São Paulo, 1979) – Formado pela Universidade de Hartford (Estados Unidos) em um MFA de Fine Art Photography, com foco em livro de artista. Sua produção fotográfica procura estabelecer novas relações de vivência e compreensão do espaço habitado especialmente na cidade de São Paulo. Sua publicação CENTRO foi apontada pela revista TIME como um dos melhores livros de 2014, tendo participado de exposições em São Paulo, Milão, Buenos Aires, Belfast e Mumbai e foi finalista do AIMIA | AGO Photography Prize, do Cord-Source Prize 2014, do Prêmio Conrado Wessel de Arte 2015 e do Guatephoto 2015. Possui obras em coleções públicas e privadas como Maison Européene de la Photographie, em Paris, e já expôs em coletivas e individuais na Alemanha, França e Guatemala. Participou este ano da individual Garagem Automática, na Casa da Imagem (São Paulo, SP); e em 2015 da coletiva Fotos contam Fatos na Galeria Vermelho (São Paulo, SP).
Graciela Sacco – A artista Graciela Sacco (Rosário, 1956) é reconhecida por trabalhos desenvolvidos a partir de técnicas inovadoras de impressão fotossensíveis, que permitem a gravação de imagens em meios pouco usuais. Influenciada pelo conceitualismo latino-americano dos anos 1960, entre eles o coletivo Tucumán Arde, sua produção tem forte implicação política. A relação entre a memória e a fotografia é outro tema fortemente explorado pela artista. Em vídeos, instalações e intervenções urbanas, além das impressões em heliografia em distintos materiais, ela examina as tensões entre arte e sociedade e trata de questões como deslocamentos, migrações, exílios e a diáspora contemporânea. já representou a Argentina em diversas bienais internacionais, entre elas: Veneza (2001), São Paulo (1996), Havana (1997 e 2000), Mercosul (1997), Shanghai (2004) e Ushuaia (2009). Participa este ano da mostra Soulèvements, no Jeu de Paume (Paris), com curadoria de George Didi Huberman. Participou também de mostras individuais e coletivas em países como Inglaterra, Alemanha, Israel, Estados Unidos, Brasil, Colômbia e Peru. Sua obra está presente em coleções como MAMBA (Museu de Arte Moderna de Buenos Aires), Argentina; MACRO (Museu de Arte Contemporáneo de Rosario), Argentina; Museu do Bronx (Nova York, Estados Unidos); MFAH (Museu de Bellas Artes de Houston), Estados Unidos; Museum of Art Fort Lauderdale, Estados Unidos; Coleção Microsoft, Washington, Estados unidos; Essex University, Colchester, Inglaterra.
Iris Helena – Nasceu em João Pessoa, PB, em 1987. Vive e trabalha em Brasília, DF. Seu trabalho explora a paisagem urbana e realiza diálogos entre as imagens de cidades e os suportes onde são impressas. Post-its, marcadores de páginas, cartelas de remédio, cascas de parede, papel higiênico, entre outros materiais, redimensionam as paisagens quando aparecem como matéria-prima de suas instalações. Formação: graduada em Artes Visuais pela Universidade Federal da Paraíba, PB, e mestre em Poéticas Contemporâneas pela Universidade de Brasília, DF. Principais exposições individuais: Marcadores, Portas Vilaseca Galeria. Rio de Janeiro, RJ, 2015; Caminho por uma rua que passa em muitas cidades, Galeria Archidy Picado - FUNESC. João Pessoa, PB, 2013; Ode à Sena, Sena Madureira, AC, 2012; Notas de Esquecimento, Aliança Francesa. João Pessoa, PB, 2009. Principais exposições coletivas: “61o Salão de Abril”, Fortaleza, CE, 2010, “II Prêmio EDP nas Artes”, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, SP, 2011; “City as a Process”, II Ural Industrial Biennial of Contemporary Art, Ekaterinburg, Rússia, 2012.
João Castilho – Nascido em Belo Horizonte, em 1978, é artista visual e trabalha com fotografia, vídeo, escultura e instalação. Seus trabalhos têm inspiração no cinema, na literatura, na cultura popular e em temas da atualidade. Tem obras em museus como Musée du Quai Branly, Paris; Pinacoteca do Estado, em São Paulo; Coleção Pirelli/MASP de Fotografia, São Paulo; e Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. Ganhou prêmios da Fundação Conrado Wessel de Arte, em 2014; e a Bolsa de Fotografia, do Instituto Moreira Salles, em 2013. Participa atualmente com a individual Zoo do Mês da Fotografia de Bratislava, festival que abriga mostras de trabalhos de grandes nomes da fotografia mundial, na Eslováquia. Em 2015, foi um dos artistas selecionados para o 19º Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil e da Bienal do Mercosul.
Katia Maciel – Artista, cineasta e poeta, pesquisadora do CNPq e professora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro desde 1994. Seus trabalhos operam com a repetição nos códigos amorosos e seus clichês e com desnaturezas. Realiza filmes, vídeos, instalações e participou de exposições no Brasil, na Colômbia, no Equador, no Chile, na Argentina, no México, nos Estados Unidos, na Inglaterra, na França, na Espanha, na Alemanha, na Lituânia, na Suécia e na China. Tem obras em coleções como Maison Européenne de la Photographie (Paris, França); Museu de Arte Moderna/Gilberto Chateaubriand (Rio de Janeiro, Brasil) e Instituto Oi Futuro (Rio de Janeiro, Brasil). Recebeu, entre outros, os prêmios: Prêmio da Caixa Cultural Brasília (2011), Funarte de Estímulo à Criação Artística em Artes Visuais (2010), Rumos Itaucultural (2009), Sérgio Motta (2005), Petrobrás Mídias digitais (2003), Transmídia Itaúcultural (2002), Artes Visuais Rioarte (2000). Publicou, entre outros, os livros Zun (poemas 2012) Letícia Parente (org. com André Parente, 2011), O Livro de sombras (org. com André Parente, 2010), O que se vê, o que é visto (org; com Antonio Fatorelli, 2009), Transcinemas (org. 2009), Cinema Sim (org. 2008), Brasil experimental: Guy Brett (org. 2005), Redes sensoriais (em parceria com André Parente, 2003), O pensamento de cinema no Brasil (2000) e A Arte da desaparição: Jean Baudrillard (org 1997).
Patricia Gouvêa (Rio de Janeiro, 1973) – Artista visual, sua produção prioriza a fotografia e a imagem em movimento e suas possíveis interfaces, em que a noção de tempo constitui um dos principais eixos de pesquisa. Graduada em Comunicação Social (ECO/UFRJ), especialista em Fotografia e Ciências Sociais (UCAM/RJ) e mestre em Comunicação e Cultura na linha Tecnologias da Comunicação e Estéticas da Imagem (ECO/UFRJ). Publicou os livros: Membranas de Luz: os tempos na imagem contemporânea (2011, Azougue Editorial), Imagens Posteriores (2012, Réptil Editora) e Banco de Tempo (2014, com Isabel Löfgren, edição das autoras). Já participou de coletivas e individuais em países como China, Itália, Colômbia e Argentina. Junto com a artista Isabel Löfgren, desenvolveu o projeto Banco de Tempo (exposição na Galeria do Lago/Museu da República, RJ, curadoria de Isabel Sanson Portella em 2012; site e livro com edição independente lançado em 2014) e Mãe Preta (exposição na Galeria Pretos Novos Arte Contemporânea/Instituto Pretos Novos, RJ, curadoria de Marco Antonio Teobaldo; site e publicação, 2016). Foi uma das fundadoras da Agência Foto In Cena (1995/98) e do Ateliê da Imagem (1999), espaço cultural dedicado à pesquisa e produção da imagem no Rio de Janeiro, no qual atuou como diretora artística até 2013.
Ricardo van Steen – Nascido em São Paulo, em 1958, é artista visual, documentarista e diretor de arte. Participou de importantes exposições coletivas, entre elas a 7ª Bienal do Mercosul (Porto Alegre, Brasil) em 2009; Cidades Invisíveis, no Masp- Museu de Arte de São Paulo (São Paulo, Brasil), em 2014; e Brasiliens Gesichter, no Ludwig Museum (Koblenz, Alemanha). Dirigiu o documentário Noel - Poeta da Vila, longa metragem sobre a vida do compositor Noel Rosa, vencedor de doze prêmios em cinco festivais brasileiros e internacionais.
Sobre a curadora
Nathalia Lavigne é pesquisadora e mestre em Teoria Crítica e Estudos Culturais pela Birkbeck, University of London. Atualmente, realiza uma pesquisa sobre reprodução de obras de arte no Instagram, circulação de imagens e colecionismo digital no programa de pós-graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Foi uma das pesquisadoras do projeto “Observatório do Sul”, uma plataforma de discussões promovida em 2015 pelo Sesc São Paulo, o Goethe-Institut e a Associação Cultural Videobrasil, que reuniu ao longo do ano profissionais de diversas áreas de atuação para discutir a questão do Sul Global no campo da cultura. É colaboradora de veículos como Bamboo, Select, Artforum, entre outros.